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Servidores do Poder Judiciário realizam nova rodada de negociações com o TJ

Publicado em 21/07/2010, às 11h59
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Os servidores do Poder Judiciário da Paraíba, em greve há 44 dias, participaram, ontem (20), de mais uma rodada de negociações com assessores da Presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba, mas nenhuma nova proposta foi apresentada. A categoria realiza hoje mais uma assembléia geral para discutir os rumos do movimento.

A reunião com a presidência da casa foi solicitada, na semana passada, pelas entidades representativas dos servidores ASTAJ-PB (Associação dos Técnicos, Analistas e Auxiliares do Poder Judiciário da Paraíba) e ASSTJE-PB (Associação dos Servidores da Secretária do Tribunal de Justiça da Paraíba) que continuam com a paralisação, mesmo com a decretação da ilegalidade da greve, pelo Pleno do Tribunal de Justiça.

De acordo com o Presidente ASTAJ-PB, Celso Batista, o objetivo deles é continuar o diálogo na tentativa de se chegar a um consenso. “O TJ não apresentou qualquer proposta nova para a categoria. Estranhamente os assessores da presidência demonstraram desinteresse na solução da demanda salarial dos servidores em greve”, declara.

Uma nova tentativa de conciliação foi marcada para hoje à tarde, às 14h no prédio do próprio TJ. Amarílio Leite, Presidente da ASSTEJ, informa que “logo após a reunião a categoria deverá se reunir no Auditório da ASPLAN para, em assembléia geral, decidir sobre os rumos da greve”. Para ele, “a sociedade está sendo prejudicada com a omissão do TJ, já que a continuidade do movimento prejudica o andamento de mais de 390 mil processos em toda a Paraíba”.

O argumento utilizado pelos assessores do presidente da casa, é que o Tribunal não dispõe de recursos para conceder o reajuste. Fato contestado por José Ivonaldo, membro do comando de greve. Ele afirma que “as entidades dispõem de números que comprovam a viabilidade orçamentária da proposta encaminhada pelas representações dos servidores do Poder Judiciário da Paraíba”.

SESSÃO ESPECIAL

Ontem à tarde (20) a Assembléia Legislativa realizou uma sessão especial para discutir a greve, convocada pela Deputada Estadual Nadja Palitot. O assunto foi debatido entre os parlamentares presentes, com a participação dos servidores do Poder Judiciário e de alguns vereadores.

Em seu discurso, a deputada afirmou que “é preciso continuar o diálogo entre as partes, para que este impasse seja resolvido, pois esta paralisação vem prejudicando a sociedade. Ela também criticou a decretação da ilegalidade do movimento. “Os serventuários estão reivindicando, principalmente, reposição salarial referente as perdas provocadas pela inflação. Isso é legítimo, e se é legítimo, é legal”, garantiu.

Na sessão foi acolhida a proposta de Nadja Palitot, para a constituição de uma comissão mista da Assembléia Legislativa, a fim de dialogar com a direção do TJ com vistas tentar auxiliar nas negociações.

ATO PÚBLICO EM FRENTE AO TJ-PB

A semana dos grevistas começou com a realização de mais um ato Público em frente ao Tribunal de Justiça. Servidores vindos de várias cidades do estado, realizaram um apitaço e um abraço simbólico a sede da instituição.

A categoria também cantou o Hino Nacional e proferiu frases de protesto contra a falta de propostas por parte da Presidência da casa.

SOBRE A GREVE

A decisão de cruzar os braços por tempo indeterminado foi tomada no dia 26 de maio, quando a categoria realizou uma assembléia e um dia de paralisação de advertência. A greve foi iniciada no dia 7 do mês passado, com adesão de 90% dos servidores.

Entre as principais reivindicações da categoria estão a reposição salarial de 15% referente às perdas salariais entre o período de 2007 a início de 2010, um aumento de 33,32% por causa da expansão na jornada de trabalho e um novo plano de cargo, carreira e remuneração.

Na Paraíba existem 213 varas (cartórios) distribuídas em 78 comarcas. A estimativa é de que, em média, cerca de 800 audiências por dia deixam de ocorrer no estado.

Com a paralisação mais de 390 mil processos ativos em todo o estado da Paraíba, entre os penais, cíveis e de juizados especiais, deixam de ser movimentados. Em grande parte das comarcas a distribuição de novas ações está suspensa.

Redação iParaíba com Ascom

Tags: poder judiciário, tribunal de justiça, assembleia geral,



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