O cineasta e atual coordenador do setor de audiovisual do Departamento de Comunicação (Decom) da Universidade Estadual da Paraíba, André da Costa Pinto, divulgou hoje (06) uma excelente notícia para o cinema brasileiro e para o audiovisual local. No próximo dia 25 de fevereiro, haverá a pré-estreia de “Tudo que Deus Criou”, primeiro longa-metragem totalmente campinense, escrito e dirigido por André da Costa e financiado pela UEPB. A pré-estreia acontecerá no Hotel Garden,em Campina Grande, às 20h, com sessão especial para convidados da UEPB e a imprensa, contando com a participação de todo o elenco, que traz atores consagrados nacionalmente. No dia seguinte (26), ocorrerão, no mesmo local, duas sessões especiais de lançamento, às 15 e às 17h, gratuitas e abertas a todos os interessados.
Em 2009, começaram a ser rodadas as primeiras cenas do longa-metragem “Tudo que Deus Criou”, fruto de uma parceria entre o jovem diretor André da Costa Pinto e o produtor Adriano Lírio - ambos premiados nos últimos anos pelos seus trabalhos na área audiovisual. No início, as gravações se concentraram no bairro Rosa Mística e tiveram a participação do protagonista da história, o ator Paulo Phillipe - selecionado localmente - além das atrizes Guta Stresser e Maria Gladys, estas últimas conhecidas também por seus trabalhos em novelas e minisséries. Nas gravações externas, muitas pessoas acompanharam a movimentação do set, sobretudo para ver a atriz que interpreta “Bebel” do programa “A Grande Família” - personagem que tornou Guta Stresser conhecida na televisão.
O longa conta a história de Miguel, que entre traumas, obstáculos e dificuldades, enxerga a necessidade de sustentar sua família. Sua mãe, Daguia, sua irmã, Ângela e seu cunhado formam uma espécie de família urbana de classe média-baixa, que enfrenta acontecimentos de alegria, amor e tragédia. Em paralelo ao núcleo familiar, o jovem Miguel vive uma espécie de triângulo amoroso. O filme possui um elenco formado por renomados atores: Guta Stresser, Letícia Spiller, Paulo Vespúcio, Maria Gladys e Claudio Jaborandi. Segundo o diretor, o filme é baseado em uma história real.
Na época da produção, a reitora da UEPB, professora Marlene Alves, destacou o compromisso da Instituição com a valorização da cultura e das expressões artísticas. “É papel da Universidade, que é gerida com o dinheiro do povo, investir e apoiar iniciativas como essa, que são de interesse de toda a comunidade”, disse.
Guta Stresser vive oposto de Bebel
Ângela, personagem interpretada por Guta no filme, faz parte de uma família desestruturada. Sua mãe, Dona Daguia, é uma pessoa amarga; seu marido, Biu, é alcoólatra e não lhe dá valor. Isso tudo faz de Ângela uma pessoa ressentida, que perdeu sua autoestima. A atriz se declarou feliz com o papel que, segundo ela, contribui para desmitificar a imagem de sua personagem na série global.
Após as filmagens do longa, a atriz Maria Gladys enfatizou que se sentiu desafiada com sua personagem, Dona Daguia (mãe de Ângela e Miguel). “Confesso que estou com medo do resultado final. O papel me exigiu muito”, disse. Ela elogiou o desempenho do diretor e chegou a compará-lo a Glauber Rocha, que dirigiu seu primeiro longa, denominado Barravento (1962), quando tinha a mesma idade de André - à época, com 23 anos.