iParaiba
21 de maio de 2012

Sua Vez/luiz carlos amorim

Luiz Carlos Amorim: A nova geração dos livros fracionados

Publicado em 16/01/2012, às 10h06
Tamanho do texto: A A A

luiz carlos amorim

O e-book – livro eletrônico ou digital – teve uma alavancada, no início desta década, mas não ameaçou, ainda, o livro tradicional, impresso. Até porque o preço, não raro, tem se equiparado ao preço da versão impressa das obras, como no Brasil, por exemplo. Mas não é só aqui que isso acontece. Mesmo sem o maquinário, a mão de obra, o papel, tinta, a distribuição e outras matérias primas envolvidas na confecção do livro como o conhecíamos até bem pouco tempo atrás, os livros eletrônicos – arquivos digitais para serem lidos em leitores digitais ou tablets, como I-pad ou Kindle, smartfones e computadores – têm preços bastante altos, em alguns casos equiparados com o valor dos seus equivalentes em versão impressa.

Então as grandes editoras procuraram inovar para incrementar as vendas dos e-books e estão lançando novos selos editoriais que vendem apenas partes, frações de livros, ao invés da obra completa. Por exemplo: você não precisa comprar uma antologia inteira, pode comprar apenas o conto do seu autor preferido. Aquele livro de ensaios maçudo de um grande pensador não precisa ser comprado na íntegra, compre apenas o ensaio que lhe interessa. E assim por diante.

No Brasil, uma das editoras está oferecendo essas versões reduzidas de e-book, que estão sendo chamadas, em outros países, de e-singles, mini e-books e-short-books, por até mais de dez reais, o que evidencia que continuam muito caras. Ainda bem que não são todas. Outras oferecem por valores entre um real e cinco reais.

A finalidade primeira, obviamente, é vender mais. Com livros mais baratos, poder-se-ia alcançar a classe C, que não compra livros porque eles são muito caros. Será que eles teriam o equipamento para ler os livros digitais? Mas há um outro interesse embutido na novidade: é dar uma amostra, para que o leitor compre a obra completa. Só que o preço precisa se estabilizar num patamar menor, senão nenhuma das duas finalidades será plenamente alcançada.

Será que o escritor independente, aquele que não consegue uma editora, finalmente conseguirá publicar sua obra, mesmo que em doses homeopáticas, dispensando o aparato industrial que envolve o livro impresso?

A nossa Biblioteca Nacional está para implantar o projeto “Livro Popular”. Será que esse seria um caminho para que a leitura possa estar mais acessível para qualquer cidadão brasileiro? Não conheço o projeto, não sei se ele prevê as duas formas de publicação, mas que venha o livro popular, se realmente vier com um preço decente. Se ajudar a incentivar a leitura neste nosso imenso Brasil, um grande objetivo se terá cumprido.

Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://luizcarlosamorim.blogspot.com

Tags: luiz carlos amorim, a nova geração dos livrosa fracionados, e-book, livro eletrõnico ou digital, alavancada,



» Leia mais notícias de Sua Vez

Ontem

Cine Clube Machado Bittencourt comemora 50 anos da conquista do prêmio Palmas de Ouro

Em comemoração ao prêmio Palma de Ouro que o cinema brasileiro conquistou há 50 anos, o Cineclube Machado Bitt...

Novidades chegam ao Boomerang em Junho

A série de vampiros Split chega ao seu terceiro ano. Em junho, o canal de TV Boomerang exibe a terceira tempor...

Paramount Pictures traz ''Missão Impossível – Protocolo Fantasma''

A missão nunca foi tão real, tão perigosa, nem tão impossível Dirigida por Brad Bird (Os Incríveis...

Walt Disney lança DVD e Blu-ray de 'A Hora do Espanto'

O clássico oitentista retorna para divertir. Com seu clima de comédia de terror, o filme dirigido por Craig Gi...

Fox-Sony lançam 'Homens de Preto 1 e 2' em Blu-ray

A Fox-Sony Pictures lança pela primeira vez em Blu-ray os filmes de ação e comédia ‘Homens de Preto’ e ‘Homens...

» Leia mais notícias de ontem