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10 de fevereiro de 2012

Economia/economia

Empresárias de JP e CG vencem o ‘Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2009’

Publicado em 05/03/2010, às 07h07
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Empresárias de JP e CG vencem o ‘Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2009’

Foto: Ascom

Juliana Borges, da Higieniza Soluções, e Avani de Araújo, da Coopernut, também competem na grande final nacional

Mesmo nos setores mais adversos da economia, dos produtos químicos aos alimentícios, as mulheres paraibanas provam que podem ser modelos de sucesso no mundo dos negócios. Seis delas foram reconhecidas nesta quinta-feira, dia 04, durante cerimônia realizada no Maison Blunelle, em João Pessoa, no ‘Prêmio Sebrae Mulher de Negócios’ edição 2009. A premiação tem como principal intuito a divulgação de histórias de empreendedorismo feminino para que sirvam de incentivo a outras pessoas.

Concorrendo em duas categorias, Pequenos Negócios (empresárias donas de micro e pequenos negócios) e Negócios Coletivos (líderes de associações e cooperativas) foram premiadas as três mulheres que obtiveram as melhores pontuações junto a banca avaliadora do concurso. Foram vencedoras da categoria Pequenos Negócios, Juliana Borges, da Higieniza Soluções, que venceu em primeiro lugar, Tânia Alverga, da Dona Empadita, e Maria Tereza Onofre, dona da Academia Star, que ganharam respectivamente o segundo e o terceiro lugar.

Já em Negócios Coletivos a grande vencedora foi Avani de Araújo, líder da Cooperativa de Suplementos Naturais de Campina Grande (Coopernut). O segundo lugar da categoria ficou com Márcia Maria de Souza, da Associação para o Desenvolvimento Sustentável de Macacos e Furnas (Adesmaf), e o terceiro foi para Julieta de Lourdes Estevão, presidente da Associação dos Artesãos e Artesãs de Araruna (Aramê).

Durante a cerimônia também foram anunciadas que as duas paraibanas vencedoras estaduais, Juliana e Avani, estão dentro da final nacional do prêmio. As paraibanas concorrem com mais 20 histórias de empresárias e líderes de cooperativas do Amapá, Roraima, Alagoas, Sergipe, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Espírito Santo, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Acre, Tocantins, Pernambuco, Rio de Janeiro e Paraná. O grande resultado será revelado no dia 08 de março, em uma cerimônia oficial reunindo todas as concorrente, em Brasília.

Segundo Pedro Aurélio, diretor técnico do Sebrae Paraíba, grande parte de sucesso do prêmio é de responsabilidade da comissão julgadora por seu olho clínico em avaliar histórias que se tornam destaques nacionais. "Vamos torcer para que a Paraíba também vença a grande final nacional. Entre tantos estados que tem proporcionalmente mais empresárias, como por exemplo São Paulo e Rio de Janeiro, as mulheres paraibanas se sobressae", comenta.

Já para Mário Borba, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Paraíba, as expectativas para a grande final nacional também são as melhores e que a grande função do prêmio é o estímulo a outros empreendedores não importando o gênero.

Das seis edições do prêmio a Paraíba esteve cinco vezes no pódio nacional do prêmio Mulher de Negócios. No último ano a grande vencedora nacional da categoria Negócios Coletivos foi a empresária Maysa Gadelha, presidente da CoopNatural, de Campina Grande, que atua no plantio e beneficiamento do algodão colorido em roupas e acessórios.

Com os produtos da cooperativa todas as 28 famílias trabalhadas pela Pastoral são auxiliadas e indiretamente são beneficiadas mais 420 famílias, já que os ingredientes para os produtos são comprados em várias comunidades que trabalham com agricultura familiar. Não esquecendo o princípio da ajuda ao próximo que permeou a criação da cooperativa, o grupo faz doações da multimistura em oito comunidades, a um grupo que atende soros positivos e uma vez ao mês realiza o Dia da Sopa e o Encontro Economia Solidária, que visa repassar as experiências da Coopernut.

Química da persistência
O sonho de montar seu próprio negócio fez a empresária Juliana Borges, proprietária da Higieniza Soluções e vencedora da categoria Pequenos Negócios, desistir da estabilidade material e emocional que já havia conquistado. Convidada para ser distribuidora exclusiva de uma marca de produtos químicos para higienização profissional, ela mudou-se da Bahia para a capital paraibana sem família, sem conhecer ninguém, com pouco dinheiro e quase nenhum tempo para estruturar a empresa.

Durante a longa jornada para vencer no mundo dos negócios teve que encarar a solidão e conseguir o respeito como empresária em um ramo onde somente homens atuavam. A jovem empresária ainda teve que em seu percurso buscar forças para se reerguer de um golpe provocado por um dos seus colaboradores de mais confiança, beirando a falência. “Dei a volta por cima e mesmo machucada por aquele golpe baixo consegui conquistar novos clientes e mercados”, explica.

Hoje, a Higieniza Soluções tem seis anos de atuação no mercado e já é líder em seu segmento na Paraíba. A empresa conta com a colaboração de 12 funcionários que atuam de forma participativa e dinâmica. A empresa oferece produtos biodegradáveis com assistência técnica qualificada e treinamento especializado aos usuários dos produtos. A Higieniza Soluções possui convênios com instituições de ensino proporcionando o primeiro emprego e experiência profissional a estudantes cumprindo seu papel social.

“Vá em frente. Nunca desista das suas conquistas. Nunca subestime a força de uma mulher, seu poder interior e suas possibilidades de realização. Nada mais pleno e bonito do que uma mulher realizada”, conclui Juliana.

Alimento da alma
Vencedora da categoria ‘Negócios Coletivos’, Avani de Araújo, líder da Cooperativa de Produção de Suplementos Naturais de Campina Grande (Coopernut), participava de um grupo da Pastoral da Criança que prestavam atendimentos a17 comunidades carentes do município de Campina Grande. A palavra de ordem era solidariedade, mas muitos do grupo estavam desempregados e sem renda alguma para continuar as atividades beneficentes. Foi daí que surgiu a idéia de elaborar um projeto que ao mesmo tempo gerasse renda para o grupo e atendesse as necessidades das famílias.

“Já trabalhávamos com alimentação alternativa e assim surgiu a idéia de produzirmos uma multimistura através de uma cooperativa. Para começar o negócio era necessário um investimento de R$ 180,00. Com a maioria sem nenhuma renda só conseguimos juntar R$ 40,00 e começar a cooperativa com apenas nove pessoas”, explica Avani.

Mesmo com praticamente nenhum capital e as dificuldades ela não desistiu. Avani e mais outra colega colocaram o plano em frente e recorreram até a compras fiadas para os primeiros ingredientes. “No primeiro mês fizemos oitenta pacotes. Lembro-me que as embalagens eram sem nenhuma qualidade, pregadas com adesivo, mas as vendas foram boas e já no segundo mês passamos a produzir 200. O negócio deu tão certo que em um ano já estávamos com duas mil unidades fabricadas ao mês e vendendo para farmácias e supermercados”, relembra emocionada.

Com o negócio da cooperativa em expansão o grupo conseguiu um galpão junto aos setores públicos e hoje já possui 28 cooperados, dentre eles 25 mulheres, que trabalham na produção de 11 produtos, além da multimistura. Sempre em busca de novos horizontes, a cooperativa também iniciou atividades no ramo de eventos, chegando a realizar 350 por ano, até três por dia. Além dessas atividades a Coopernut investiu no funcionamento de um restaurante de comida natural e outros produtos que atende principalmente a Clubes de Mães das comunidades do entorno.

Com os produtos da cooperativa todas as 28 famílias trabalhadas pela Pastoral são auxiliadas e indiretamente são beneficiadas mais 420 famílias, já que os ingredientes para os produtos são comprados em várias comunidades que trabalham com agricultura familiar. Não esquecendo o principio da ajuda ao próximo que permeou a criação da cooperativa, o grupo faz doações da multimistura em oito comunidades, a um grupo que atende soros positivos e uma vez ao mês realiza o Dia da Sopa e o Encontro Economia Solidária, que visa repassar as experiências feitas pela Coopernut.

“Trabalhamos feito bicho, mas conseguimos mudar de vida. Tem gente que vivia de cesta básica e hoje tem carro. Vale a pena ver que pessoas que não tinham nada hoje são felizes. Vale a pena esse trabalho, todo mundo pode conseguir. É só preciso coragem, determinação, perseverança e acima de tudo compromisso, respeito com si mesmo e com o próximo”, pontua Avani.

Redação iParaiba com Ascom

Tags: economia, produtos químicos, alimentícios, mulheres paraibanas, modelos de sucesso, mundo dos negócios, cerimônia,



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