A dois meses de completar 9 anos de existência, o Hospital Regional de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes continua sua missão de salvar vidas, fazendo serviço no setor de urgência e emergência. A 1ª estatística do ano com dados referentes a janeiro, revela a importância do HR para Campina Grande e região. Somente em janeiro, conforme aponta o levantamento, foram atendidas 10.193 pessoas no Hospital Regional. A maioria foi ambulatório, sendo 4.394 atendimentos na parte Clínica, 1.416 na Pediatria, 2.729 na Ortopedia, 1.399 Cirurgia e 255 Buco-Maxilo-FaciaL.
Referência no Estado no atendimento aos casos de alta complexidade, o Hospital Regional não atende apenas pessoas de Campina Grande mais de 180 cidades da Paraíba e até de outros Estados. Dos 10.193 atendimentos feitos em janeiro, 66.52 foram feitos em pessoas que residem em Campina Grande, o que representa um percentual de 65,260% do total de procedimentos. Em janeiro entre os dias 1º e 30, vieram para o Hospital Regional em busca de atendimento médico, pessoas de 185 municípios do Brejo, Cariri, Curimataú e Sertão. Somente de Queimadas, foram atendidas 417 pessoas. Lagoa Seca foi a 3ª cidade que mais encaminhou pacientes para o Hospital Regional no mês de janeiro – 204 ao todo – sendo seguida por Puxinanã que enviou 155 pessoas para receber assistência no HR e São Sebastião de Lagoa de Roça (116).
Algumas pessoas que receberam atendimento em janeiro vieram de cidades distantes de Campina Grande, a exemplo de Princesa Isabel (6), Patos (5), Pombal (4), Malta (3), Cajazeiras (2) e Catolé do Rocha (2), todos no Sertão da Paraíba.
Entre tantas pessoas que chegaram no Hospital Regional no primeiro mês de 2010, vítimas de acidentes de motos, acidentes automobilísticos, tiros e facadas, muitas vieram de estados vizinhos como Natal e Recife. Somente de Santa Cruz-PE foram atendidas sete pessoas. O Hospital registrou ainda atendimento a pacientes oriundos de Equador RN (7), Caraúbas RN (7) Barauna RN (4), Caruaru PE (1) e Recife PE 2. A lista com o nome de cidades que tiveram pacientes atendidos no Hospital Regional no mês de janeiro, soma três folhas.
A faixa etária dos usuários foi a mais variada possível. Gente de todas as idades. Crianças, jovens, adultos e pessoas da chamada terceira idade que recorreram a Casa hospital em busca de atendimento. Segundo o levantamento, coordenado por Jacira Leal Farias, 7% dos atendimentos foram feitos a pessoas com faixa etária de 1 a 4 anos; 5,85%, foram feitos a pessoas com faixa etária de 6 a 9 anos; 13,29% a pessoas com idade de 10 a 19 anos; 21,04% a pessoas com idade variando dos 20 aos 29 anos; e 15,78%dos atendimentos realizados a pessoas com idade e 30 a 39 anos. O percentual de pessoas com faixa etária de 40 a 49 anos atendidas no HR em janeiro foi de 11,39% e entre 50 a 59 anos, 8,13%. Os maiores de 60 anos totalizaram um percentual de 1,81%.
Pelo 12º mês seguida os acidentes de motos lideraram as estatísticas do Hospital Regional. Entre os dias 1 e 30 de janeiro 525 pessoas acidentadas pelo chamado transporte de duas rodas, deram entrada no setor de urgência e emergência da casa hospitalar. Os casos de acidentes de motos representaram 28% das ocorrências registradas no Hospital Regional. Em segundo lugar apareceu os casos de intoxicação (170); seguido de mordidas de cachorro (89) e picadas de escorpião (65). O HR registrou ainda em janeiro atendimento a 40 pessoas, atingidas por facadas, 68 vítimas de tiros, 57 acidente de carro, 67 queimaduras, 27 acidentes de bicicletas,44 picadas de outros insetos, 30 envenenamento e ingestão de medicamentos, 61 agressões físicas e 412 outros.
Mantido pelo governo do Estado, através da Secretaria de Saúde, o Hospital Regional é o único existente na cidade a atender aos pacientes do SUS em 18 especialidades com médicos plantonistas 24h.