Domingo, 29 de junho, dia de muita preguiça para arrumar malas e colocar o pé na estrada. Essa foi uma árdua tarefa para turistas que se instalaram e viveram os nove dias de forró durante o São João de Patos, que este ano bateu recorde de público, foi vitrine para o País e conseguiu mais uma vez ser um dos eventos mais alegres e seguros, aliás uma de suas principais características.
A festa chegou ao final quando o sol anunciava sua chegada. Todos querendo aproveitar o último acorde da sanfona, a última batida do zabumba. Muitos jovens, entre garis agilizando o recolhimento do lixo, permaneceram nas ruas, agendando novo encontro para 2010. No palco, antes da apresentação da banda Sacode, o prefeito Nabor Wanderley, acompanhado de sua esposa e coordenadora do evento, Millena Wanderley, falou para o público.
Nabor enfatizou o sucesso do São João de Patos, apesar da crise financeira que abala o Brasil e Mundo e agradeceu a vinda dos milhares e milhares de forrozeiros de todos os estados brasileiros. Parabenizou também os patoenses pela excelente acolhida aos visitantes e prometeu lutar para tornar a festa junina cada vez melhor.
O São de Patos manteve a prática de divulgar a cultura local em evidência. Uma prova disso foi o Terreirinho do Forró, onde diariamente trios de forró pé-de-serra, davam o tom do ritmo; apresentações de quadrilhas juninas, grupos folclóricos, inclusive da terceira idade, feira de artesanato, exposições fotográficas e cenário do patrimônio arquitetônico de Patos.
Todas as secretarias municipais contribuiram para o sucesso dos festejos juninos, que este ano contou com a presença durante uma semana do Caminhão da Sorte, da Caixa Econômica, que fez todos os sorteios das loterias federais, divulgando a cidade para todo o País. “O Caminhão da Sorte veio a Patos aproveitando esse grande evento que é o São João, que recebe turistas de municípios de todo o Brasil”, enfatizou Erlan Miranda, superintendente da Caixa na Paraíba.
A preocupação com a presença de crianças e adolescentes no Terreiro do Forró foi uma constante dos conselhos tutelares da cidade, que fizeram revezamento ao longo da programação. Segundo os conselheiros de plantão, este ano o número de menores envolvidos e apreendidos fazendo uso de drogas tipo loló, que geralmente é comercializado em larga escala em eventos festivos de rua de Patos, foi bem inferior a 2008.
Em 2009 o São João de Patos teve um diferencial, o moderno sistema de segurança eletrônica, com 32 câmeras fixas e um móvel monitorando os lugares de maior concentração de público, auxiliando inclusive o trabalho das polícias Militar, Civil, Federal, Corpo de Bombeiros, que desenvolveram com agilidade e eficácia seus planos de ação ao longo do evento. A Polícia rodoviária Federal fez o controle de tráfego, fiscalizando os veículos que chegavam à cidade.
Muitas campanhas educativas e preventivas foram desenvolvidas na área do Terreiro do Forró e em ruas centrais de Patos. Campanhas contra a violência à criança e adolescente; contra DST/aids, com distribuição de preservativos; cuidados com a infecção alimentar, fiscalização do comércio de alimentos, dentre outras, contaram com a participação de equipes da Secretária Municipal de Saúde.
O evento junino, que este ano teve nova coordenação, tem sido uma das atividades mais lucrativas para o município. O comércio registrou um faturamento acima de 30% em relação à edição passada. Não paenas o comércio, mas uma série de categorias se dão bem com os festejos juninos, a exemplo da rede hoteleira e similares, moradores que alugam suas casas, taxistas, mototaxistas, vendedores ambulantes, catadores de resíduos sólidos, dentre outros. Com o comércio respirando melhor, o reflexo aparece na contração de pessoal. É justamente pensando nesse objetivo que a Prefeitura Municipal procura dar maior ênfase a esse evento, hoje uma das referências nacionais em festejos juninos.
Sobre o local da próxima edição do São João de Patos, Nabor Wanderley explicou que vai discutir com a equipe na aviação geral da festa, mas que a prioridade é mantê-lo no mesmo lugar, por ser central e aprovado pelo povo, mas poderá tentar recursos para ampliar a área, o que seriam precisos R$ 2 milhões para aquisição de casas que impedem sua ampliação.